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‘Eu marquei a hora para o Herzog se apresentar’

Marcelo Godoy Publicado em 08.12.2014

Para contar a história do Destacamento de Operações de Informações (DOI), foram entrevistados 97 pessoas, 25 das quais agentes que trabalharam no lugar. São homens e mulheres – militares e policiais – que revelaram detalhes de prisões e mortes. Também foram ouvidos coronéis, delegados e políticos que cuidaram da Segurança Pública do Estado. Vinte trechos de entrevistas concedias entre 2004 e 2014 – todas inéditas – foram selecionados para mostrar como o destacamento atuou durante o regime e o que pensavam seus homens. Algumas das vozes foram distorcidas para preservar o anonimato de agentes. Estes trechos das gravações das entrevistas foram publicadas pelo jornal O Estado de S. Paulo no domingo (7/12). Ouça-os:

O coronel José Barros Paes era o todo-poderoso oficial que mandava na repressão em São Paulo entre 1974 e 1976. Como chefe da Seção de Informações do 2.º Exército, tinha sob suas ordens o DOI. Trinta anos depois da morte do jornalista Vladimir Herzog, o homem que o intimou para depor no destacamento deu sua primeira entrevista. Queria falar sobre o amigo, o general Torres de Melo, que comandara a PM paulista de 1974 a 1977. Durante a entrevista, o coronel condecorado com a Medalha do Pacificador, aceitou falar sobre os fatos de seu comando, como o caso Herzog, cuja versão de suicídio, afastada pela Justiça, ele ainda mantém. No segundo trecho, Paes revela que médicos-legistas faziam ‘trabalhos políticos para o DOI, para evitar um mal maior’.


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‘Eu marquei a hora para o Herzog se apresentar’